quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Será que chegou minha vez???

Finalmente eu estou em casa, na minha casa. Com meus cachorros e meu marido.
Como é bom estar na nossa casa!
Suspiro...
Lembro que tinha um filhinho dentro de mim e não tenho mais. 
Suspiro novamente.

"Agora eu preciso de uma médica de verdade."
Meu marido me responde:
"Vamos juntos achar uma! Deus me livre aquela médica!"

Aquela médica me abandonou quando eu mais precisei. Lembra da minha ginecologista que me liberou para engravidar sem me receitar nenhuma vitamina e nenhum exame antes? Que quando eu estive no consultório dela com muitas dores e sangramento afirmou que eu não estava grávida? 
Ela me abandonou quando soube que eu estava com uma gravidez tubária. Minha mãe ligou p ela quando eu ainda estava no 1º hospital e ela disse: "não posso sair de casa agora, não posso operá-la."
E nunca mais eu a vi. 
Até hoje ela não sabe se saí viva ou morta daquela situação.
Minha mãe ficou super chateada, conhecia essa médica a anos, ela cuidava da minha mãe e de mim já fazia tanto tempo... Enfim, eu precisava agora de uma verdadeira médica!
Marquei consulta com a médica que a minha prima tinha me indicado, lembram? Que me atendeu no telefone e ouviu a minha história de que estava grávida mas tava com sangramento, mesmo sem nunca ter me visto? Então!
E mais 2 indicações.

1ª médica.
Pareceu realmente ser muito boa mas não me senti a vontade com ela. Não sei explicar, algo não bateu ali. Mas era uma opção muito boa. 
Lembro dela me dizer: "Se tem útero, pode ter filhos!"

2ª médica.
Pareceu boa mas não curti. 

3ª médica - (Aquela do telefone que minha prima me indicou.)
Me apresentei e me encantei!
É essa! 😍
E por coincidência ela conhecia o médico que tinha me operado. Eles faziam plantão no mesmo hospital público.
É, não tinha como ser outra.

Voltei a tomar anticoncepcional.
Ela recomendou durante pelo menos 6 meses para ficar bem cicatrizado e eu poder voltar a tentativa de engravidar. 
Comecei a tomar o DTN-fol também, ácido fólico antes de engravidar é essencial.

Durante esses 6 meses minha mãe seguia firme, piorava, melhorava, batia um desânimo e depois voltava a força.
Meu marido abrindo uma nova empresa onde apostávamos todas as nossas fichas.
Tempo...
Tempo....
Tempo.....
Tempo......
6 meses pareceram 6 anos!

Parei o anticoncepcional e fui trabalhar com o marido na nova empresa. 
Eu trabalhava na parte da tarde até fechar.

1º mês. Nada.

Fiz um exame para saber se eu estava ovulando direitinho. 
O resultado eu tive na hora conversando com a médica da ultra.
"Não está bom."
Eu estava no período para ovular e não estava ovulando.
A tristeza tomou conta de mim. 
Chorei muito quando saí do laboratório, mas logo lembrei das palavras do Dr Alexandre: "vai poder ter até 10 filhos se vc quiser." 

2º mês. Nada.

Um dia indo p trabalho vi outdoor sobre fertilização in vitro e inseminação artificial. "É isso!"
Falei com o marido e ele concordou em marcarmos uma consulta.
"Vamos ver qual é disso aí e como isso funciona."

3º mês e o dia da menstruação chegando...
Sábado, dia 5 de Outubro de 2013.

Acordei e nada no absorvente. 
(Minha menstruação nunca atrasou, desde o primeiro dia em que fiquei menstruada, nunca atrasou.)
Um misto de ansiedade, esperança e certeza me tomou naquele momento, sentada no vazo olhando para o absorvente seco na calcinha seca.
"Ela ainda pode vir hoje."
Tomei banho e me arrumei.
Eu e meu marido fomos para o trabalho.

Vontade de fazer xixi. É agora.
Calcinha e absorventes secos.

"Meu Deus!! Eu Tô grávida! Certeza!!! Tá bom, vou esperar mais um xixi."

Eu já nem conseguia trabalhar direito, só pensava no próximo xixi. 
Bebia água toda hora.

Vontade de fazer xixi. 
"É agora e pronto. Se tiver sangue, não ficarei triste."
E repetia isso dentro de mim, no maior cagaço do mundo!

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